O deputado estadual soldado Prisco recebeu com indignação a matéria veiculada pelo site Bocão News, na manhã da última segunda-feira (8/01), intitulada “MP denuncia Prisco ao TJ e pede busca e apreensão em endereços do deputado”. Após buscar informações junto ao Poder Judiciário, o parlamentar foi avisado pelo jurídico de que a notícia propagada pelo veículo de comunicação não condiz com a verdade.

Conforme informações do jurídico, não existe denúncia junto ao TJ contra o parlamentar é demais diretores da Entidade, inclusive o tenente Fábio Brito. Segundo o advogado Dinoermeson Tiago Nascimento, há é um pedido do Ministério Público de busca e apreensão na casa e gabinete do deputado, do último sábado, durante o plantão judiciário, embasado em uma suposta representação de um policial militar, ex-assessor do ex-deputado estadual capitão Tadeu, já esclarecida pela defesa em meados do ano passado.

À época, os dirigentes da Aspra apresentaram ao MP, espontaneamente, balancetes, recibos, depoimentos, extratos bancários, autorizaram a quebra do sigilo bancário e telefônico das partes entre outras provas que afastam as acusações. Um dos envolvidos, o tenente Fábio Brito, é policial da ativa e nunca sofreu qualquer impedimento das atividades por qualquer que seja a acusação.

Assim, no sábado, percebendo a inexistência de elementos processuais para analisar o mérito do pedido, a juíza plantonista Nartir Dantas Weber não conheceu o requerimento do MP.

“Recebemos com surpresa a matéria veiculada porque, primeiramente, não fomos oficialmente citados. Também porque não tem denúncia do MP e sim um pedido de busca e apreensão feito de má-fé, mesmo sabendo que todos os documento solicitamos pela Autoridade Policial e Ministério Público já foram devidamente juntados no procedimento que embasou tal pedido, a exemplo de recibos e balancetes que apresentamos e derrubam por terra a denúncia maliciosa”, afirmou Prisco.

Segundo a advogada Marcele Maron, esse procedimento já tramita há algum tempo e o parlamentar nunca foi intimado para ser ouvido e esclarecer eventuais dúvidas por parte do MP. “Desde que tomamos conhecimento sobre as investigações, protocolamos petição informando que o deputado Prisco se encontra á disposição para ser ouvido e apresentar mais documentações que o órgão julgue necessário, o que até a presente data não aconteceu e para a nossa surpresa. E aí, o MP, na calada da noite faz mais um vez tal requerimento no sentido de tentar desgastar politicamente o parlamentar”, reclamou a defensora.

Para o parlamentar, a insistência do MP se dá, possivelmente, em retaliação a denúncia realizada pelo deputado ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra a procuradora MPE baiano, Ediene Lousado, em decorrência da inércia quanto ao pedido de investigação em relação ao esquema de grampos ilegais comandados pelo secretário de segurança pública, Maurício Teles Barbosa, no final de 2017.

“Desde quando quando o mero testemunho de uma pessoa, que tem rivalidades políticas com uma parte, serve de fundamento para a busca apreensão, quebra de sigilo bancário e telefônico, causando um desgaste político imenso a um parlamentar? Sem falar que isso está acontecendo em ano eleitoral. Me parece perseguição e tentativa de desgastar a imagem de uma pessoa pública”, disparou o advogado Dinoermeson.

Ascom – ASPRA